Equipe UFO
Entrevista
Equipe UFO

Fazer Ufologia é uma atividade que tem vários aspectos, e em geral é uma expressão traduzida pelos iniciados como a realização de pesquisas, estudos e investigação de campo. Quem faz Ufologia é uma pessoa intimamente envolvida com levantamento de casos, análises de testemunhos e coleta de informações. E se faz Ufologia para que se compreenda mais sobre a natureza do Fenômeno UFO, o que virá a nos ajudar a saber quem somos nós em meio a um Universo repleto de civilizações.

Mas engana-se quem pensa que levantamento de casos, análises de testemunhos e coleta de informações são os únicos meios de se fazer Ufologia. Há atividades além dessas que têm tanto ou até mais importância para a efetiva compreensão das intenções e métodos de nossos visitantes. A divulgação da Ufologia e seu ensinamento a outras pessoas são algumas delas. A divulgação, como se sabe, tem papel importante no esclarecimento das massas quanto ao assunto, mas é na educação das pessoas sobre o tema que reside uma significativa parcela de sua compreensão. Divulgar é excelente, educar as pessoas sobre Ufologia é ainda mais eficaz.

Em nosso país, o mais notório educador na área é, sem a menor dúvida, o administrador aposentado Arismaris Baraldi Dias, um homem de 74 anos de idade que dedicou décadas de sua vida a acolher pessoas em sua residência e ensiná-las tudo o que sabe sobre a presença alienígena em nosso meio. Arismaris é um personagem admirado na Ufologia Brasileira, entusiasta permanente e batalhador incansável que encontrou uma forma de ser de imensa utilidade para a difusão do tema em nosso país. Ele já perdeu a conta de quantos trabalhos estudantis para feiras de ciências ajudou a realizar. Já não consegue lembrar quantas centenas de jovens recebeu para seus cursos de Ufologia – sempre gratuitos. Não faz idéia de quanto investiu de seu próprio bolso para abastecer estes jovens com livros, revistas, fotos e outras informações.

“O importante é o trabalho qualitativo. Não sei a quantas pessoas ensinei Ufologia e não tenho idéia de quantas seguiram a carreira. Mas se uma a cada 10 continua ligada ao tema, esta é minha recompensa,” desabafa o educador, que é também um experiente ufólogo com um currículo de inúmeras contribuições à pesquisa casuística do tema. Seu mais recente mérito foi ter erigido ineditamente um Código de Ética do Ufólogo, sob formato de um livro que custeou integralmente. O Código é a primeira tentativa de se normalizar o setor e organizar as diversas correntes de pensamento que agrupa.


Arismaris, você está satisfeito com a repercussão do Código de Ética do Ufólogo? Em parte sim, uma vez que aqueles poucos que leram gostaram bastante. Distribuímos mais de 800 exemplares e recebemos várias sugestões. Concordamos que várias alterações devam ser feitas, inclusive no Glossário Ufológico que acompanha o Código, mesmo porque seria importante ressaltar, ainda mais, o especial destaque dado à testemunha dos casos ufológicos, pois é ela a principal chave na pesquisa do fenômeno. Já quanto à organização da Ufologia Brasileira, é claro que ainda falta muito para crescermos, mas quando isto acontecer teremos uma simplificação do Código. Aliás, o crescimento de nossa Ufologia poderá tornar obsoleto o livreto, pois fará com que seja desnecessário que dele constem definições óbvias, tais como as funções de um ufólogo e de seu auxiliar. Outras explicações, como a descrição do que é e como funciona uma instituição de pesquisas ufológicas, também será desnecessária.

Você acha que ainda falta alguma coisa para que o setor ufológico nacional seja organizado ou já estamos preparados para o futuro? Acho que, para que a Ufologia no país alcance seu devido valor e respeito, é preciso que a Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil (ANUB) seja reestruturada, ganhe um novo estatuto, receba uma regulamentação mais abrangente e rígida e que seja efetivamente implantado o Código como um guia de conduta de quem milita no setor [A ANUB é presidida pelo ufólogo Rafael Cury, do Núcleo de Pesquisas Ufológicas (NPU), de Curitiba]. Isso irá requerer o estabelecimento de uma espécie de Conselho de Ética da Ufologia. No entanto, um fator importante para que tudo isso ocorra será a aceitação, por parte da maioria dos ufólogos, de uma abertura maior para suas pesquisas, o que implicará em não se reter somente no aspecto científico da manifestação ufológica – mas também adotar outras formas de pensamento. Devemos evitar cair num cientificismo que nos limite.

Você vê a Ufologia Brasileira suficientemente madura para interpretar com clareza a real natureza dos discos voadores? Estamos preparados para as revelações que virão?
Acredito que uma parte dos ufólogos esteja preparada. Outra parte, juntamente com a maioria da população, não está, pois ainda se encontra apegada à Ciência clássica ou a dogmas religiosos que os limitam. Quanto à aceitação das revelações que virão, acho que não estamos preparados para elas em nível de coletividade. Sua aceitação dependerá muito do grau de conscientização de cada um, da forma com que serão feitas e de qual ou quais fontes virão. Se as tão aguardadas revelações vierem diretamente de seres extraterrestres, através de canalização por algum sensitivo, teremos um determinado resultado. Se vierem através dos meios governamentais o resultado será outro. Enfim, temos que saber de onde virão. Pode ser até que partam de algum tipo de “missionário”... De qualquer forma, teremos que aguardar para ver.

Em sua opinião, quais você considera que sejam as verdadeiras intenções dos extraterrestres que nos visitam? Para falarmos sobre a verdadeira intenção dos extraterrestres precisamos separar aqueles que são considerados éticos dos que preferimos chamar de não éticos. Enfim, temos que dissociar aqueles conhecidos como “confederados” dos “não confederados”. Este é um tema difícil de se tratar. Mas de forma geral precisamos conhecer melhor aqueles que vêm à Terra com intenção de encontrar algo para sua civilização, através de experiências em animais e em seres humanos – tais como mutilações, implantes, inseminações, etc –, e isolá-los daqueles que vêm aqui estudar a nossa psique e quem sabe até modificá-la para melhor. Há seres que nos visitam para realizar intervenções no sentido de acelerar a evolução da raça humana e auxiliar na elevação do nível de consciência da Humanidade – principalmente para que tenhamos uma abertura maior para compreender quem são eles e quem somos nós mesmos, e qual é nosso papel no Cosmos.

Não sei a quantas pessoas ensinei Ufologia, mas se uma a cada dez continua ligada ao tema, esta é minha recompensa

Você acha que também existem ETs apenas curiosos em nossa forma de vida, assim como turistas que viriam à Terra para conhecê-la e nada mais? Certos alienígenas vêm até nosso mundo e se relacionam conosco para ajudar-nos a responder por que estamos aqui e para onde estamos caminhando. Estes não permitem que nos iludamos com um “disquinho salvador” [Jogando com as palavras disco voador], mas zelam para que sejamos responsáveis pela nossa própria evolução. Sabe, eu arriscaria ainda dizer que alguns extraterrestres chegam ao nosso meio como uma espécie de estudantes, para realizar aqui algum aprendizado. Mas se eu provo o que estou falando? Não, não provo nada. Só observo e sinto as coisas que estão acontecendo, assim como tantas outras pessoas que observam os fatos e também os sentem. Há quem até canalize as mesmas informações, mas isto não é Ciência. Talvez seja um tipo de filosofia ou uma forma de se explicar o fenômeno ufológico.

Qual é seu sonho, o que você espera que ainda venha a ocorrer para a Ufologia e os ufólogos brasileiros?
Meu maior desejo, em primeiro lugar, é que a classe dos ufólogos tenha uma maior união e mantenha sua mente mais aberta para todo e qualquer tipo de manifestação relativa aos discos voadores, pois nem sempre a Ciência tradicional explica os fatos. Quando houver esta abertura, consequentemente, haverá uma integração maior entre todos os pesquisadores e estudiosos de Ufologia – cada um respeitando mais a forma de pensar e as conclusões do outro. É claro que este raciocínio não inclui os fanáticos e ufólatras, que estão por aí aos montes… Mas quando houver esta integração, essa harmonia, então toda a família ufológica estará melhor preparada para levar a todos os cantos da Terra uma boa informação e a melhor orientação quanto à real natureza dos seres que nos visitam e daqueles que podemos considerar nossos “irmãos cósmicos”.

Será que nós, os ufólogos brasileiros, temos os ingredientes necessários para isso?
O ufólogo em nosso país tem tudo que se precisa para que esta integração aconteça: é sutil, malicioso, pesquisador, tem bom coração e é acolhedor. Além disso, os integrantes de nossa Ufologia são propensos a ter uma mente aberta e – mais ainda – dispõem do melhor meio para a divulgação dos fenômenos ufológicos e correlatos, a nossa Revista UFO.

Quem faz Ufologia

UFO sempre procurou atrair para seu convívio os mais significativos ufólogos. Não apenas aqueles destacados pela Imprensa, mas também os que, ao longo dos anos, sobressaíram-se dos demais por mostrarem um bom trabalho. Quando um pesquisador apresenta estas características, é automaticamente reconhecido pela Comunidade Ufológica Brasileira e convidado a fazer parte do Conselho Editorial de UFO – que já reúne 54 pesquisadores brasileiros e 49 internacionais em todos os continentes. Simplesmente, em lugar algum do mundo há tamanho contingente de pessoas trabalhando junto em Ufologia.

Nossos consultores são pesquisadores que, convidados ou voluntários, submetem artigos à publicação na revista. Desde a edição passada, seis deles foram incorporados ao Conselho Editorial de UFO. O projetista Antonio Carlos Hayek, de São Paulo (SP), e o advogado Reinaldo Pelegrina, de Mogi das Cruzes (SP), estão entre eles. Ambos se destacaram na cobertura de importantes assuntos na edição de agosto. Este mesmo número da revista contou também com a participação de um veterano, Carlos Alberto Machado, de Curitiba (PR), que passou a fazer parte do Conselho desde então. Entre os veteranos, voltam a figurar em UFO Edison Boaventura Júnior, do Guarujá (SP), e os irmãos Eduardo e Osvaldo Mondini, de Sumaré (SP), que tinham participação ativa na revista, mas precisaram se ausentar e agora voltam a integrá-la novamente. Nesta edição temos ainda a grata satisfação de receber o ufólogo Glauco Modesto, de São Paulo (SP), e o jornalista Willy Silva, de Goiânia (GO), como nossos mais novos membros.