Ufologia no Rio Grande do Sul

Revisitando o Caso Frangomil

Por Rafael Amorim | 07 de Agosto de 2010

Créditos: Lorem Ispun

Justamente no ano de 1997 um caso muito interessante aconteceu na cidade de Santo Ângelo – RS, onde as evidências físicas do pouso de alguma aeronave desconhecida marcaram essa história.

Era Terça-feira dia 25 de fevereiro e a senhora Vanda Polansky estava assostondo a novela com a seus familiares quando ouviu um barulho como se fosse um motor de moto ou de carro em ponto morto. Ao sair para averiguar deparou-se com uma cena estranha. Eram bolas de luz avermelhadas que subiram aos céus e logo desapareceram.

A poucos metros da casa de Vanda a família de Juvenal Porazzi também foi surpreendida com o mesmo barulho, descrevendo posteriormente como o barulho de um helicóptero e puderam verificar que por trás de seu galpão um clarão muito forte deu início ao mesmo fenômeno observado por seus visinhos, os Polansky.

Dois dias depois, na noite de quinta-feira dia 27, por volta das 22h, os mesmo barulhos foram ouvidos pelos Porazzi. No dia seguinte, sexta-feira 28 de fevereiro, ao estarem na sua lavoura de milho perceberam que algumas áreas da plantação apresentavam áreas amassadas.

No mesmo dia 28 nas dependências da empresa Frangomil, o gerente da empresa Arno Dresh encontrou uma área de 300 metros da plantação de pasto amassada em forma circular.

Estava construído o mistério e logo a história ganhou os jornais, estações de rádio e televisão.

Ao chegar o dia 01 de março um grupo de ufólogos foram informados e convidados a irem até Santo Ângelo pelo senhor Alexandre Fernandez, pesquisador do fenômeno UFO e grande colaborador. Com a finalidade de averiguar os acontecidos o grupo fez um levantamento interessante.

Constataram que o milharal apresentava plantas retorcidas, galhos quebrados, capim amassados e pegadas.

O mesmo, ou pelo menos semelhante, acontecera na plantação de pasto da empresa Frangomil. O capim Elefante estava todo amassado em uma direção só, ao lado deste local uma nogueira apresentava galhos quebrados, ao lado deste capinzal uma plantação de milho apresentava aas características semelhante ao milharal dos Porazzi. Galhos estranhamente danificados, retorcidos e, entre o capinzal e este milharal, estavam as pegadas com três dedos e um risco na parte de trás.

A diferença estava no fato de que o milharal da família Porazzi apresentava um pó acinzentado. Também se observou que havia insetos como besouros e borboletas mortos. Todo o material foi analisado em loco mas também recolhido partes para análise posterior. O grupo de ufólogos de Santa Maria ficou de dar o retorno sobre os materiais recolhidos, até o presente momento em que escrevo essas linhas nunca mais deram os resultados.

O caso todo parece ser um intrigante acontecimento ufológico que supõe-se que um ou mais objetos voadores não identificados pousaram naquela região deixando marcas nas plantações.

Para completar o cenário ufológico alguns pesquisadores levantaram a hipótese de que este ocorrido teria sido previsto anos antes em um livro que narra chegada de três naves dos habitantes Do planeta Ummo. Numa mensagem destes Ummitas para canalizadores aqui de nosso planeta essas naves iriam descer na Bolívia zona de Oruro, Espanha Zona de Madri e Brasil zona do Rio Grande do Sul próximo a Santo Ângelo.

Coincidência ou não a casuística desta região sempre foi muito fértil e este caso em particular que mostra as evidências físicas da possível decida de uma aeronave circular e que media aproximados 300 metros, pode ser relacionado sim com a afirmativa descrita nestas mensagens do povo de Ummo. Porque não?

Afinal está bem claro que a cidade de Santo Ângelo no Rio Grande do Sul seria o palco desta chegada, assim como foi em Madri, local onde foi fotografado a suposta nave provinda de Ummo nos anos 70. Tudo está narrado no livro El mistério de Ummo de Antonio Ribera. Que teve sua primeira edição em 1979 em Barcelona, na página 97 desta mesma edição. O que não consegui encontrar é se havia uma data específica para este pouso da nave Ummita em Santo Ângelo. Daí a desconfiança minha e de outros colegas da ufologia gaúcha, de que a data poderia se referir a esta de 28 de fevereiro de 1997, cerca de trinta anos depois da chegada da a suposta aeronave de Ummo nas redondezas de Madri Espanha devidamente documentada nas famosas fotos do Objeto de Ummo, que ficou conhecido por mostrar em sua parte inferior um símbolo que se assemelha a um H com um I no centro.

O Jornal O Mensageiro de oito de março de 1997, tentou desmistificar a história toda apresentando a seguinte matéria: “ALGAZARRA PROMOVIDA POR JOVENS PODE EXPLICAR CASO DO OVNI”.

Diz na matéria que uma testemunha, que nunca se identificou ou foi identificada, contara ter encontrado naquela noite do dia 28 de fevereiro de 1997, 4 jovens de 16 a 18 anos retornando do local onde as famílias Porazze e Polansky teriam observado os Ovnis luminosos. A pessoa que declarou isso ainda conta que ao conversar com os jovens viu que estavam com algumas garrafas de bebidas alcoólicas, um farolete a bateria e um rádio. Os jovens estavam sujos e embarrados com escoriações leves nos braços e costas, talvez pela aspereza das folhas dos pés de milho. Ainda asseguraram que havia mais dois rapazes com eles e que ingeriram a bebida alcoólica escutando o rádio FM em um programa de Rock.

O jornal levanta ainda a hipótese de que o barulho que ouviram naquela noite era das músicas de Rock pesado e que as luzes que viram eram do farol dos meninos.

Mas, como explicar que cerca de cinco testemunhas viram LUZES VERMELHAS em forma de bolas subirem aos céus naquela noite, em diferentes pontos de visão? A luz de farolete é clara e pode-se ver seu faixo cumprido e de cor branca longe. Acredito que as testemunhas saberiam muito distinguir isso, pois são do interior e acostumados com faroletes de caça.

E como explicar que um pequeno grupo de jovens entraram em meio ao pasto de capim gordura sem deixar vestígios de sua entrada e mais adentro rolar por cima do capim formando um círculo de 30 metros e depois sair do perímetro sem deixar trilho? Até podemos pensar em várias formas de fazer isso. Mas e o propósito? Em uma área restrita de uma empresa.

As pegadas que foram feitos os moldes de gesso pareciam como pegadas de uma ave, salvo que no local não havia criação de nenhum tipo de ave. Mas percebamos que havia essas pegadas de uma ave qualquer. Como explicar que os jovens citados pelo jornal O Mensageiro não deixaram um rastro sequer com as pegadas de seus sapatos?

Enfim as possibilidades seriam válidas, caso a identificação dos jovens ou do informante fossem explicitas. Assim o mistério teria sido realmente desvendado em partes. Mas permanece até hoje incógnito nas margens de suas evidências.

A casuística ufológica gaúcha deste ano foi realmente muito significativa. Neste mesmo ano, em plena luz do dia, uma grande quantidade de testemunhas avistou um objeto metálico em forma de “projétil”, que girava em torno de seu próprio eixo sobre o rio Uruguai.

E foi por esses dias que tomei conhecimento de um caso de peso na ufologia regional. Desconhecido naqueles dias da comunidade venancioairense a história do Senhor Olmiro Costa e Rosa levou a conhecimento nacional o nome desta cidade através da Revista O Cruzeiro de janeiro de 1955.


 

Sobre o Autor

Rafael Amorim

Fatos e pesquisas ufológicas na região sul do Brasil e países vizinhos.